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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Dia Mundial de Combate ao Colesterol





Dia 8 de agosto é o Dia Mundial do Combate ao Colesterol.

Melhor seria dizer, o  dia do combate à Hipercolesterolemia (excesso de colesterol no sangue).Para normalizar os níveis de colesterol no sangue,e prevenir doenças arteriais, cardíacas, cerebrais, hepáticas, pancreáticas, biliares...

O nosso organismo, produz a maior parte do colesterol  que necessita, e o utiliza na produção da membrana das células, na formação dos ácidos biliares, na síntese de hormônios, como o estrogênio e a testosterona e na metabolização da vitamina D (Calciferol , já descrito no post https://coracao-em-foco.blogspot.com/2016/03/vitamina-d-um-bem-nao-so-para-os-ossos.html)

Também é encontrado em alimentos de origem animal, como ovos, carnes e leite..

É um composto químico gorduroso e não se mistura ao sangue, já que o sangue é formado por plasma, hemácias, leucócitos, plaquetas .E o plasma, que é a parte líquida, é composto por 90 % de água.

Como gordura e água não se misturam, o colesterol precisa de transporte. Esse é feito, pelas chamadas lipoproteinas. 

Que podem ser, de alta densidade (HDL- High-density lipoprotein),

 de baixa densidade (LDL - Low-density lipoprotein), 

de densidade intermediária( IDL- Intermediatelow-density lipoprotein)

 ou de densidade muito baixa ( VLDL -Very low-density lipoprotein).

As LDLs transportam não só o colesterol (mas também  triglicerídeos) pelo sangue e o acumulam  para utilização em biossínteses (produção de compostos químicos). Esse acúmulo, pode gerar placas  ( ateromas ) levando à Aterosclerose, impedindo a circulação normal do sangue. E com o tempo, à inflamação local, endurecimento ,envelhecimento das artérias ( Arterioesclerose ), até a total obstrução. Ocasionando problemas maiores, como IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), AVC (Acidente Vascular Cerebral) ... Por isso, chamadas de  "colesterol ruim".




As HDLs são responsáveis por fazer a retirada do colesterol das artérias, inclusive das placas, evitando a aterosclerose. Por isso, vistas como "bom colesterol".

As VLDL, também transportam colesterol, mas são constituídas principalmente por triglicerídeos, levando-os para as células dos tecidos periféricos e adiposos. O seu excesso com isso, gera o mesmo problema do LDL. Assim como as IDLs, ambas têm mecanismos e efeitos semelhantes ao das LDLs, quando em excesso.

Então, precisamos do colesterol, no nosso organismo. Mas, em quantidade adequada.

No tratamento da hipercolesterolemia , devemos atentar para que os efeitos benéficos, não sejam superados pelos adversos.

Sempre acompanhando, de perto, com exames regulares.


Quando feita a dosagem do colesterol sanguíneo, que é um importante indicador de risco para a saúde,também são solicitados:

Colesterol total (CT = LDL+HDL+VLDL+IDL);

Não-HDL, que é a soma de todos os " ruins" ;

Triglicerídeos, que são moléculas de gordura com a função de reserva de energia. Produzidos no  fígado e intestino, após ingerirmos  carboidratos e gorduras, e transportados pelo VLDL. Quando o nível encontra-se elevado ( hipertrigliceridemia ), podem se acumular no fígado, levando a Esteatose ; e ocasionar outros  problemas , como a inflamação aguda do Pâncreas (Pancreatite Aguda). Atualmente, já é a terceira causa de pancreatite, depois da biliar e alcoólica (representando de 1 a 4% dos casos). Em breve, descreverei mais sobre isso. 

Por outro lado, um nível baixo de triglicerídeos no sangue, pode indicar alterações hormonais, na tireóide; e até na alimentação e absorção de nutrientes.


Se puder ,faça uma avaliação com o seu médico.

Prevenir é o melhor remédio.

E se já houver alterações, um  tratamento adequado e monitorado, irá ajudar.


Cuide-se bem!

Cuide bem do seu coração.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Diabetes e o Risco Cardiovascular





Quando o corpo não consegue produzir ou usar adequadamente a insulina que produz, 
estamos diante de um quadro de Diabetes (DM).

Cerca de 90% das pessoas com DM, possuem o tipo 2 (DM2); e de 5 a 10%,o tipo 1 (DM1).
Pode também estar presente, durante o período da gestação (Diabetes Gestacional),e entre um dos diversos fatores de risco para que isso ocorra, está a Hipertensão Arterial (HA).

De acordo com a Diretriz de 2023 da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD),aqueles com DM2, têm 2 a 4 vezes mais probabilidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico e a mortalidade  aumenta em 1,5 a 3,6 vezes; 
risco elevado de Insuficiência Cardíaca (IC), Doença Arterial Periférica (DAP) e complicações microvasculares.

A expectativa de vida nos pacientes com Diabetes, em comparação aos demais,pode ficar reduzida 
(4 a 8 anos menos).

A idade, é o principal determinante do risco cardiovascular em pessoas com DM sem Doença cardiovascular (DCV).
Um exemplo, é o estudo feito em Ontário, no Canadá.Por 8 anos seguidos, 379.003 pessoas com DM e 9.018.082 sem DM, foram acompanhadas até o surgimento de eventos cardiovasculares (como infarto agudo do miocárdio e/ou morte por qualquer causa).

Os resultados mostraram que a transição do risco baixo de DCV (menor que 1% ao ano)
para o risco intermediário  de DCV (1% a 2% ao ano),ocorreu para homens com DM, aos 38 anos; e mulheres com DM, aos 46 anos.
E a transição de risco intermediário para risco alto (DCV acima de 2% ao ano),em homens com DM, a partir de 49 anos; e mulheres com DM, a partir de 56 anos.




Sabendo disso,
Sempre que possível, faça uma avaliação com seu médico.
Prevenir é importante.
Se já está em tratamento, mantenha o acompanhamento.

Cuide-se bem!

Cuide bem do seu coração!


Em breve, mais sobre o assunto.



Fontes:


. Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes - EDIÇÃO 2023

. Booth GL, Kapral MK, Fung K, Tu JV. Relation between age and cardiovascular disease in men and women with diabetes compared with non-diabetic people:a population-based retrospective cohort study. Lancet. 2006;368(9529):29–36. doi: 10.1016/S0140-6736(06)68967-8.


 






 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

O Coração Agradece


 




Dia 25 de Maio, 
é o Dia Mundial da Tireóide.
Mas nem todos sabem o que é a tireóide.
Uma glândula, em forma de borboleta, que se localiza na região anterior do pescoço.
Responsável por hormônios importantes à nossa saúde, que quando entram em desequilíbrio de produção, geram problemas no corpo como um todo.
Mas, como tenho visto no dia a dia, o que gera mais "medo" nas pessoas levando-as à consulta médica, é quando o "coração acelera demais".

- "Doutora, meu coração parece que vai sair pela boca! Eu estou calma, assistindo tv e de repente isso acontece."

Daí, uma pergunta, pode mudar o rumo do diagnóstico.

-"Você já avaliou a sua tireóide ?"
-"O que é isso, doutora?"
Então, explica-se o que é, e os problemas que ela pode ocasionar, quando existe algo de errado.

Outras perguntas podem ser feitas, antes de solicitar quaisquer exames:

-"Seus cabelos estão caindo demais? Suas unhas estão "fracas"? Seu sono está alterado? Seu peso e seu humor, tiveram alteração nesse período?"

Se a resposta for positiva a algumas dessas perguntas, provavelmente está-se diante de uma alteração na função da tireóide.

Solicita-se então, exames mais específicos. 
Geralmente, uma simples dosagem do hormônio estimulante da tireóide, o TSH, já direciona o caminho para um diagnóstico correto. 
Caso conclua-se alteração no resultado, inicia-se o tratamento, que é acompanhado de perto pela Endocrinologia. 
Se houver alguma persistência nos sintomas relacionados ao coração, como por exemplo: batimentos cardíacos e pressão arterial, acima dos níveis normais, a Cardiologia formará uma dupla nesse tratamento.

Para evitar esse "susto" deve-se , pelo menos uma vez ao ano, fazer uma avaliação.

Às vezes, uma pequena alteração, pode gerar um problema enorme ao organismo. 
E se pudermos evitar, esse é o melhor remédio.
O coração agradece.


Cuide-se bem!
Cuide bem do seu coração.



Até uma próxima.




* Postagem atualizada ( original de 24.11.12 )

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Dia Mundial da Hipertensão Arterial





Quando se diz  Hipertensão Arterial, significa que a pressão arterial (PA) se mantém , persistentemente, em níveis elevados.
A PA sistólica, está acima ou igual a 140 mmHg e/ou a PA diastólica, acima ou igual a  90 mmHg.* 
Logo, ideal manter abaixo do limite de 130 x  80 mmhg , que já é considerado pré-hipertensão* ; e ótimo seria, abaixo de 120 x 80 mmhg* .

Vários são os fatores que geram o aumento da pressão arterial (genéticos, epigenéticos, ambientais e sociais, segundo as Diretrizes*).
Importante saber o histórico familiar. Se alguém da família tem hipertensão , não necessariamente, se terá ; mas sempre se observar e cuidar.

No ambiente de casa, no trabalho ou no local de estudos, caso haja algo que altere a pressão arterial; tentar amenizar, para que não gere problemas mais tarde.
Tudo é uma questão de observação e cuidado.
O que pode se ajustar, colocar em prática.

Pois, a pressão alta pode gerar problemas no coração, cérebro, rins, olhos...
Complicações como Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE),Insuficiência cardíaca (IC), Doença Arterial Coronária (DAC) , Fibrilação Atrial (FA), Acidente Vascular Cerebral (AVC), Doença Renal Crônica (DRC), Retinopatia Hipertensiva, entre outras ; e em gestantes, Pré-Eclâmpsia (PE) e Eclâmpsia.

Quanto mais cedo se identificar, mais cedo se controla e evita-se o risco dessas complicações.

Procurar sempre a orientação de profissionais de saúde, evitar a automedicação.
Se possível, uma avaliação médica regular.


Cuide-se bem!
Cuide bem do seu coração.

*Brazilian Guidelines of Hypertension – 2020

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

sábado, 19 de junho de 2021

Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença Falciforme






Descrita pela primeira vez,em 1910,por James Herrick , médico norte-americano, que identificou a doença falciforme a partir de amostras de sangue de um indivíduo da ilha de Granada, no Caribe.


Doença hereditária, resultante  de uma mutação (onde há substituição do ácido glutâmico por valina na sexta posição da cadeia beta da hemoglobina.)


Falciforme, devido a hemácia se apresentar em forma de foice.


As manifestações clínicas das doenças falciformes derivam diretamente da anormalidade molecular representada pela presença da hemoglobina S (HbS).

Os principais fatores que podem influenciar o fenótipo das doenças falciformes são:


  • O genótipo da doença, homozigose para HbS (anemia falciforme) ou genótipos compostos do tipo HbS/HbC, HbS/beta-talassemia, HbS/HbD;


  • Fatores genéticos, que podem influenciar no processo de polimerização da HbS, no fenômeno de falcização e na hemólise.


O estado inflamatório crônico que ocorre nos pacientes com doença ,é decorrente de diversos fatores,que se interligam e se retroalimentam, formando um ciclo inflamatório permanente.

O endotélio lesado, expõe fator tecidual, que desencadeia a cascata da coagulação.

A hemólise crônica de hemácias falciformes libera hemoglobina livre e arginase, enzima que utiliza o substrato usado para a produção de óxido nítrico (NO) . 

A depleção de substrato e o sequestro de NO, causam redução local desta substância e vasoconstrição.O fenômeno de vasoconstrição, por sua vez, retarda o fluxo sanguíneo e favorece a falcização das hemácias,tornando-as falciformes.

A principal causa da anemia nesses pacientes, é a menor sobrevida das hemácias; trata-se,  de anemia hemolítica, com aumento da bilirrubina indireta, hiperplasia eritróide da medula óssea e elevação dos reticulócitos. 

No entanto,além da hemólise, outros fatores podem contribuir para a gênese da anemia ou agravá-la: carência de folato, insuficiência renal, crises aplásticas e esplenomegalia.


Embora a maioria dos pacientes com anemia falciforme tenha auto-esplenectomia em virtude dos repetidos episódios de infartos esplênicos, com consequente cicatrização e destruição do órgão, a preservação do baço é mais frequente em pacientes com S/β-talassemia ou HbS/HbC, ou nos homozigotos com anemia falciforme que recebem transfusões irregularmente durante a infância. Nestes pacientes, as transfusões podem preservar o baço que, aumentado, agrava a anemia. 


Em situações não complicadas a anemia em geral é moderada; sendo crônica.


Sintomas e consequências da anemia, no entanto, fazem parte da evolução das doenças falciformes, em especial dos homozigotos: retardo da maturação sexual, sobrecarga

cardíaca com insuficiência cardíaca na terceira década de vida

e contribuição para a gênese das úlceras de perna.


A dor no paciente falciforme pode ser um sintoma agudo ou crônico. 

No quadro agudo, a dor está associada a isquemia tecidual aguda causada pela vaso-oclusão. A topografia mais frequentemente relatada abrange membros inferiores e superiores. 

Em casos mais graves, a dor em região torácica acompanhada de febre, dispnéia e hipoxemia caracteriza a síndrome torácica aguda, complicação aguda com maior índice de mortalidade na doença falciforme

No quadro agudo, o controle rápido da dor é essencial para interromper o processo vaso-oclusivo. 


A evolução das doenças falciformes é marcada por um amplo espectro de complicações clínicas, que atingem a maioria dos órgãos e aparelhos. Algumas dessas complicações

não reduzem a expectativa de vida do paciente, embora possam comprometer consideravelmente a qualidade de vida:úlceras de pernas, retinopatia, necrose óssea (especialmente da cabeça do fêmur), cálculos de vesícula. 


Outras alterações,no entanto, comprometem diretamente a função de órgãos

vitais e estão diretamente associadas a risco de vida. 

Neste grupo destacam-se as infecções, as complicações cardiorrespiratórias (especialmente a insuficiência cardíaca congestiva e a síndrome torácica-aguda), a insuficiência renal e os acidentes vasculares cerebrais.

Algumas dessas manifestações têm uma acentuada predominância ou estão limitadas a uma faixa etária.


De 0 a 5 anos:


  • Asplenia funcional

  • Morte súbita por septicemia

  • Sequestro esplênico

  • Dactilite

  • Síndrome torácica aguda 

  • AVC isquêmico



Maiores de 15 anos:

   

  • Auto-esplenectomia

  • AVC hemorrágico 

  • Dor 

  • Cálculos biliares 

  • Necrose avascular 

  • Retinopatia 

  • Insuficiência renal 


Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o gene pode ser encontrado em frequências de 2% a 6% nas regiões do país, aumentando para 6% a 10% na população afrodescendente brasileira.

No Nordeste do Brasil, a prevalência do gene é de 3%chegando a 5,5% no estado da Bahia.

Com relação à doença falciforme, estima que o número de brasileiros com anemia falciforme seja de 25.000 a 30.000 e que o número de casos novos, por ano, seja próximo de 3.500, ou seja, 1 recém-nascido doente para cada 1.000 recém-nascidos.



Pouco se fala em Anemia Falciforme.

Por isso, é muito importante lembrar dessa data.


A detecção precoce, pode ser feita através do exame eletroforese de hemoglobina,

Nos bebês,é realizado o “teste do pezinho” quando ainda estão na maternidade, detectando precocemente as hemoglobinopatias (como a Anemia Falciforme)


A expectativa de vida,em média,é de 40 anos,nos casos complicados.

Mas,com o adequado acompanhamento médico, os pacientes costumam ter uma expectativa de vida de cerca de 67 anos.





Cuide-se bem!

Cuide bem do seu coração!



Referências Bibliográficas :


  1. Rev. bras. hematol. hemoter. ; 

  2. Min.Saúde; 

  3. SciELO








terça-feira, 9 de março de 2021

Estudo sobre a eficácia da vacina Pfizer/BioNTech COVID-19 ,na neutralização da variante brasileira

Neutralização sérica de cepas variantes de SARS-CoV-2 após a segunda dose da vacina BNT162b2.

Fonte:NEJM




BNT162b2 é uma vacina de RNA modificada por nucleosídeo que expressa a glicoproteína (S) de pico de prefusão de comprimento total da síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 (SARS-CoV-2). Em um ensaio clínico randomizado e controlado por placebo envolvendo aproximadamente 44.000 participantes, a imunização conferiu 95% de eficácia contra a doença coronavírus em 2019 (Covid-19). 1

Variantes novas e altamente transmissíveis do SARS-CoV-2 que foram detectadas pela primeira vez no Reino Unido (linhagem B.1.1.7), África do Sul (linhagem B.1.351) e Brasil (linhagem P.1) com mutações no gene S estão se espalhando globalmente. Para analisar os efeitos da neutralização induzida por BNT162b2, criamos mutações S de cada uma das três novas linhagens em USA-WA1 / 2020, um isolado relativamente precoce do vírus de janeiro de 2020 (Fig.) , disponível com o completo texto desta carta em NEJM.org). Assim, produzimos três vírus recombinantes que representam cada uma dessas linhagens e dois adicionais nos quais projetamos subconjuntos de mutações da linhagem B.1.351. Assim, o primeiro vírus recombinante tinha todas as mutações encontradas noO gene S na linhagem B.1.1.7 (B.1.1.7-spike), o segundo tinha todas as mutações encontradas no gene S na linhagem P.1 (P.1-spike), o terceiro tinha todas as mutações encontradas no Sgene na linhagem B.1.351 (pico B.1.351), o quarto tinha uma deleção de domínio N-terminal encontrada na linhagem B.1.351 e a substituição D614G globalmente dominante (B.1.351-∆242-244 + D614G), e o quinto tinha as três mutações da linhagem B.1.351 que afetam os aminoácidos no local de ligação ao receptor (K417N, E484K e N501Y) e uma substituição D614G (B.1.351-RBD + D614G). Os resíduos de aminoácidos mutantes no vírus recombinante B.1.351-RBD + D614G também estão entre aqueles no vírus da linhagem P.1, embora no vírus da linhagem P.1, K417 seja mutado para treonina em vez de asparagina. Todos os vírus mutantes produziram títulos virais infecciosos superiores a 10 7 unidades formadoras de placas por mililitro. Os vírus B.1.1.7-spike e B.1.351-spike formaram placas que eram menores do que as formadas pelos outros vírus (Fig. S2). 

Realizamos o teste de neutralização de placa de 50%  (PRNT 50 ) usando 20 amostras de soro que foram obtidas de 15 participantes no ensaio principal 1,2 2 ou 4 semanas após a administração da segunda dose de 30 μg de BNT162b2 (que ocorreu 3 semanas após a primeira imunização) (Fig. S3). Todas as amostras de soro neutralizaram eficientemente o USA-WA1 / 2020 e todos os vírus com picos variantes. Quase todos eles o fizeram com títulos superiores a 1:40. Títulos neutralizantes médios geométricos contra USA-WA1 / 2020, B.1.1.7-pico, P.1-pico, B.1.351-pico, B.1.351-51242-244 + D614G e B.1.351-RBD + D614G vírus foram 532, 663, 437, 194, 485 e 331, respectivamente (fig.)Assim, em comparação com a neutralização de USA-WA1 / 2020, a neutralização dos vírus B.1.1.7-spike e P.1-spike foi aproximadamente equivalente, e a neutralização do vírus B.1.351-spike foi robusta, mas inferior. Nossos dados também são consistentes com títulos de neutralização mais baixos contra o vírus com o conjunto completo de mutações de pico B.1.351 do que contra vírus com qualquer um dos subconjuntos de mutações. Nossos resultados também sugerem que as mutações que resultam nas substituições de aminoácidos K417N, E484K e N501Y no local de ligação ao receptor têm um efeito maior na neutralização do que a deleção 242-244 que afeta o domínio N-terminal da proteína spike.

As limitações do estudo incluem o potencial de mutações para alterar a neutralização, afetando a função do pico, em vez da antigenicidade. Portanto, cada ensaio de neutralização com um vírus-alvo diferente é único e as comparações entre os títulos de neutralização de diferentes ensaios devem ser interpretadas com cautela. A atividade neutralizante contra o vírus da linhagem B.1.351 foi robusta em um título médio geométrico que foi muito maior do que o obtido após uma dose de BNT162b2, quando uma forte eficácia já foi observada no ensaio de eficácia C4591001. A imunidade de células T 1-3 também pode estar envolvida na proteção, 4 e a imunização com BNT162b2 induz respostas de células T CD8 + que reconhecem variantes múltiplas. 5 Em última análise, as conclusões sobre a proteção mediada pela vacina que são extrapoladas da neutralização ou dos dados das células T devem ser validadas por evidências do mundo real coletadas em regiões onde as variantes do SARS-CoV-2 estão circulando.*


*Artigo traduzido na íntegra 

Veja mais em:

 https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc2102017?query=featured_home&fbclid=IwAR31oNOLsbuFqauCKj7E0RbZUWm5cA4nacN6NpiJiLFusgbvmheKkJG1DNU

sábado, 6 de março de 2021

Cuide-se bem!






Completado 1 ano do início da Pandemia,
está-se diante de um novo desafio.
Mesmo antes do término de uma batalha,
surge outra mais difícil.
Mas, não impossível de ser vencida,
se forem tomadas às devidas precauções,
os devidos cuidados.

Quanto maior o tempo "de descuido",
maior será o tempo "da luta".
Os mesmos cuidados lá do início, devem ser mantidos,
pois agora é um recomeço (surgimento da variante),
o marcador zera e a contagem reinicia.

Tem-se então, que usar o bom senso.
O cuidado individual 
(uso de máscaras, lavar as mãos, manter o distanciamento),
leva ao bem comum.

Quem optar por se descuidar, 
pode até ter a sorte de não se infectar, 
mas há chance de transmitir a outra pessoa,
e se essa for um ente querido, já pensou?

Pense bem!

Cuide-se bem!


 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Antes de tudo,você precisa se conhecer.



 


Antes de tudo,
você precisa se conhecer.
Conhecer o seu corpo,
prestar atenção nele,
saber como é a sua respiração,
como são os seus batimentos cardíacos,
a cor de sua urina, das suas fezes...
Cada um tem o seu diferencial
e sabendo a rotina do seu corpo,
quando algo estiver fora do normal,
é muito mais fácil notar
e ajudar ao profissional de saúde que procurar.
Observe-se diariamente
e aos poucos vai se tornar
uma rotina agradável.
Não fique muito tempo sem beber água,
nem muito tempo sentado .
O corpo precisa de movimento.
Aproveite hoje,
Para se observar melhor
e tornar isso um hábito.
Você verá que o corpo responde
à atenção que se dá a ele.
O corpo é um todo.
Cuide-se bem!
E o seu coração vai sorrir também!